mardi, janvier 04, 2005

Reveillon e primeiro dia de 2005

Bonne année 2005! Pois e, passamos o reveillon em Paris, em plena Avenue des Champs Elysées, vendo a Torre Eiffel, o Le Dôme e o Arco do Triunfo, colados no Obelisco, onde foram os fogos. Mas, para nossa surpresa e frustracao, nao achamos tudo isso. Nao foram muitos minutos de fogos; os fogos, que achavamos que seriam disparados ao longo de toda Champs Elysées, se concentraram num so lugar (atras duma estrutura atras do Obelisco, estrutura essa montada para a campanha Jogos Olimpicos de 2012 em Paris). Os metros estavam muito lotados (era passe-livre), e na ida do nosso albergue ate o Arco do Triunfo, quatro muculmanos mal-encarados ficaram conversando em arabe, olhando fixamente pra nos e rindo. Um tanto quanto assustador, por assim dizer.
Mas, apesar de tudo, foi um otimo Reveillon (ah, a segurança era intensa: varios policiais, e quando acontecia algo, iam em torno de 10 no lugar, correndo alucinadamente), e depois dos fogos, andamos um pouco, pegamos o metro e entramos num bar perto do nosso albergue. Pra variar, tomamos um vinho, a bebida alcoolica mais barata por aqui. Outra coisa: o champagne era muito barato. Nos compramos um Freixenet por 5€, e tinha um monte de gente tomando Veuve Cliquort, comprado a 26€, no bico (pra quem nao sabe, nos restaurantes em Porto Alegre esse champagne custa uns 200 e poucos reais).
No primeiro dia do ano, fomos entao para La Defense, um bairro ultra moderno de Paris, estritamente comercial, onde nao se pode andar de carro. Tem um monte de coisa legal por la, principalmente uma "Caixa Gigante", onde subimos e pudemos olhar toda Paris. A arquitetura dos predios la e realmente arrojada, muito bonita.
De tarde, a Ana nao estava se sentindo bem e ficou dormindo no albergue. Sai, entao (sob a anuencia dela!) para ir na Place des Vosges, uma praça que ficava ali perto. Eu achava que ela era um baita ponto turistico, porque ela e uma praca quadrada, perfeitamente simetrica, com 9 velhos sobrados rodeando-a em cada um de seus lados. Contudo, quando cheguei la, vi que aquela praça, que dizem ser uma das mais belas do mundo, nao estava tomada de turistas, mas sim de familias e casais parisienses que aproveitavam o feriado para curtir sua cidade. Muito legal, um ar parisiense bem diferente dos outros pontos que visitamos. Nos sobrados funcionavam galerias de arte (onde vi um quadro simplesmente soberbo, pintado a oleo, eu acho, por meros 12500€, mas como eu era brasileiro e nao precisava pagar o imposto, podia compra-lo pela pechincha de 9600€), bistros e tinha artistas liricos, cantores e tocadores de instrumentos de corda, atuando ali, como artistas de rua.
Fiquei pouco tempo ali, afinal tinha que cuidar da Ana, se nao minha sogra me mata! No outro dia fomos pra poitiers, mas depois a gente conta como foi...